Realizado pela comissão de mulheres do sindicato rural local, com apoio do Sistema FAEP/SENAR-PR, evento abordou gestão de propriedades, entre outros temas
Na avaliação do presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso, as mulheres paranaenses vêm demonstrando muita força em suas mobilizações, o que representa um imenso potencial para o setor como um todo. “O sindicato rural consegue ajudar a Federação graças à família rural, que tem a mulher como figura central. Espero que as comissões cresçam no Paraná, criando oportunidades a tantas outras mulheres”, declarou.
Durante a abertura do evento, o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, destacou a inserção das mulheres em diversos setores da economia, além do agronegócio, e reconheceu a importância dessa conquista. “A gente tem visto anúncios no mundo sobre o desempenho das mulheres. No ano passado, a revista Forbes trouxe uma lista das ‘100 Mulheres Poderosas do Agro’. A palavra ‘poderosa’ não está concentrada apenas nessas 100 mulheres, mas mostra a realidade”, concluiu.
Programação
O 10º Encontro de Produtoras Rurais promoveu atividades ao longo do dia, promovendo a troca de experiências entre as participantes. O evento contou com palestras sobre desafios, representatividade e futuro do agronegócio, saúde física e mental, qualidade de vida e relacionamento familiar, além apresentações musicais e sorteio de brindes.
O economista e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Thiago Bernardino de Carvalho falou sobre os desafios da gestão de propriedades rurais no futuro do agronegócio brasileiro. Em sua apresentação, destacou a necessidade de se investir em capital humano, tecnologia e infraestrutura para gerar bons resultados no campo e atender às demandas da população mundial.
“O Brasil tem mais terras agrícolas sem uso do que qualquer outro país. A América do Sul tem grande quantidade de água disponível. O que precisamos é melhorar a nossa vantagem competitiva. Gestão não é só custos, envolve todo o ambiente da propriedade. O mundo está de olho no Brasil e o produtor precisa estar atento às principais preocupações destes países e a todos os processos que estão acontecendo”, resumiu.




















