Alicia Alonso Merino está visitando cidades brasileiras para divulgar seu livro “Feminismo Anticarcerário: o corpo como resistência”.
Na última sexta-feira (1), o município de Guarapuava recebeu a pesquisadora, professora, advogada e escritora Alicia Alonso Merino. Durante sua visita, Alicia conheceu os espaços da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres e o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM).
“A visita da professora Alicia mostra para nós que construímos uma política pública para as mulheres muito forte e sólida nos últimos 12 anos, que é o tempo de existência da Secretaria da Mulher. E os elogios que ela fez ao nosso serviço é algo que nos deixa com muito orgulho realmente do avanço que nós tivemos em relação às políticas para as mulheres e reforçando a continuidade do trabalho que a gente tem feito aqui na cidade”, destacou a secretária da Mulher, Aline de Camargo.
Durante a tarde, a pesquisadora conheceu os projetos e iniciativas desenvolvidos pela pasta desde sua fundação em 2013. “Fiquei muito impressionada com o trabalho realizado em Guarapuava. Se percebe que é um esforço contínuo, que vai além do econômico, e reflete um gesto muito humano. É importante que continuemos investindo em ações de prevenção à violência e na promoção dos direitos das mulheres”, comentou Alicia Alonso Merino.
Alicia está no Brasil para divulgar seu novo livro “Feminismo Anti Carcerário: o corpo como resistência”, e, ao longo dos últimos meses, passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Niterói. A pesquisadora, que chegou a Guarapuava acompanhada pelo professor e tradutor Alessandro Melo na noite de quinta-feira (31), também visitou a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres.
Sobre “Feminismo Anticarcerário: o corpo como resistência”
De acordo com Alicia, seu novo livro busca sensibilizar a sociedade sobre a condição das mulheres encarceradas e o impacto do cárcere na vida delas e na comunidade. Através de relatos coletados no Brasil, Chile, Itália e Espanha, a obra busca não apenas informar, mas também promover a empatia e a compreensão, destacando que essas mulheres são vítimas de um sistema que muitas vezes lhes negou oportunidades de autonomia e independência.
“Eu comecei trabalhando oficinas de prevenção da violência com mulheres na prisão e eu descobri que elas são muito marginalizadas dentro do sistema prisional. Depois que eu tive a oportunidade de morar em outros países, eu descobri que essa situação é uma situação mundial, que se repete nos mesmos padrões de discriminação. Então, eu me senti com a responsabilidade de plasmar toda essa experiência acumulada em um livro através das experiências das vidas das mulheres detentas”, contou Alicia.
O livro narra histórias de vida que revelam as experiências de mulheres que enfrentaram violência, pobreza e discriminação ao longo de suas trajetórias. “Eu tive o privilégio de fazer a tradução do livro. Eu falo que realmente vale a pena ler, porque é um livro tão fácil de ler, e, ao mesmo tempo, as histórias são tão pesadas e tão densas. Este livro conta os detalhes em pequenos textos, são várias perspectivas e muitas experiências”, sublinhou o professor e tradutor do livro, Alessandro Melo.




















