Parceria com a Aurora prevê sistema integrado com fornecimento de insumos, assistência técnica e garantia de escoamento da produção

A Capal Cooperativa Agroindustrial pretende ampliar em 30% sua atuação na suinocultura e está buscando produtores interessados em ingressar na atividade. O projeto, desenvolvido em parceria com a Aurora Coop, prevê a entrada de novos cooperados em um sistema integrado de produção de suínos, com atuação principalmente nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro do Paraná.

A iniciativa está relacionada à possibilidade de ampliação da capacidade do frigorífico da Aurora em Castro. O programa está disponível tanto para produtores que já fazem parte da Capal quanto para agricultores interessados em iniciar na cadeia de carne suína e se tornar cooperados.

No sistema de integração, a cooperativa fornece insumos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor fica responsável pela mão de obra e pelo investimento necessário na estrutura física da propriedade.

Uma das características do modelo é a previsibilidade da remuneração. Segundo a cooperativa, o produtor não precisa adquirir leitões e ração com recursos próprios e tem o escoamento da produção assegurado dentro do sistema.

“A vantagem para o cooperado é não se preocupar se o preço subiu ou baixou, o produtor só precisa focar no seu resultado zootécnico. O pagamento é previsto com base no desempenho e ele não desembolsa caixa para comprar leitão ou ração. O escoamento da produção está garantido e quem está no sistema integrado fica seguro”, destaca Nisley Travaini, coordenador de Assistência Técnica em Suínos da Capal.

Projeto busca diversificação de renda no campo

A proposta também pretende atrair produtores que atualmente trabalham com outras atividades agropecuárias e buscam novas fontes de renda. Conforme as informações divulgadas, prefeituras dos Campos Gerais e do Norte Pioneiro participam da articulação para identificar possíveis interessados nos municípios dessas regiões.

A equipe técnica da Capal oferece acompanhamento desde a fase inicial do projeto, incluindo orientações para implantação da estrutura, auxílio na solicitação de orçamentos e procedimentos relacionados ao licenciamento ambiental.

De acordo com Travaini, o sistema pode ser administrado com mão de obra familiar, dependendo da dimensão da operação.

“O projeto traz desenvolvimento para as cidades e é muito benéfico quanto ao trabalho na propriedade. A mão de obra familiar consegue conduzir perfeitamente um galpão de 1.100 animais sem a necessidade de contratar funcionários”, diz Travaini.

Outro ponto apresentado pela cooperativa é a possibilidade de utilização dos dejetos dos animais na própria atividade agrícola. Os efluentes podem ser destinados à fertirrigação das lavouras, contribuindo para reduzir a utilização de fertilizantes adquiridos pelo produtor.

“Os efluentes podem ser utilizados como fertirrigação, uma adubação orgânica que traz reduções significativas no custo de produção de lavouras e outras culturas, diminuindo a necessidade de compra de fertilizantes”, afirma o coordenador.

Mais de 15 mil toneladas comercializadas no semestre

A adesão ao programa já está disponível aos produtores interessados. Segundo dados da Capal, somente no primeiro semestre foram comercializadas mais de 15,5 mil toneladas de animais para abate, além de 2,7 mil toneladas de leitões.

Atualmente, aproximadamente 50 suinocultores integram a operação da cooperativa, com concentração principalmente na região de Arapoti e presença em outros municípios paranaenses.

A Capal possui mais de 4,8 mil associados e atua em 98 municípios do Paraná e de São Paulo. Na pecuária, a cooperativa informa produzir 215 mil toneladas de ração por ano e comercializar cerca de 33 mil toneladas de suínos anualmente.

Fonte: Capal Cooperativa Agroindustrial