Casos relacionados às eleições de 2026 resultaram em 36 recomendações, cinco termos de ajuste de conduta e duas ações judiciais; órgão fará novo plantão no segundo turno

O Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) registrou 75 denúncias de assédio eleitoral relacionadas às eleições de 2026 até o encerramento do primeiro turno. Do total, 36 casos resultaram em recomendações, cinco em Termos de Ajuste de Conduta (TACs) e dois chegaram à Justiça do Trabalho.

Durante o plantão eleitoral realizado no sábado e no domingo, equipes do MPT-PR também fizeram inspeções em empresas denunciadas por suposta prática de assédio eleitoral contra trabalhadores. Entre os estabelecimentos fiscalizados estavam redes de supermercados. Segundo o órgão, não foram constatadas irregularidades durante essas inspeções.

Uma das ações judiciais envolveu a Vendramini Mecânica e Recuperadora, de Dois Vizinhos. A Justiça determinou a retirada de um adesivo de propaganda político-partidária instalado em uma Kombi utilizada para o transporte da equipe da empresa.

Em outro caso, a Justiça do Trabalho determinou que a Empresa União Cascavel de Transportes e Turismo (Eucatur) deixe de promover ou permitir atividades político-eleitorais dentro da empresa. As duas decisões atenderam a pedidos de urgência apresentados pelo MPT-PR.

Novo plantão no segundo turno

O Ministério Público do Trabalho informou que continuará recebendo denúncias e realizará novo plantão durante o segundo turno da eleição presidencial, marcado para o dia 25 de outubro.

As denúncias podem ser encaminhadas pelo site do MPT-PR. O órgão também mantém a plataforma “Assédio Não”, com informações e orientações sobre situações de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.

Em todo o país, o número de denúncias relacionadas às eleições de 2026 recebidas pelo Ministério Público do Trabalho já ultrapassa mil registros.

Serviço: denúncias de assédio eleitoral podem ser feitas pelo site do MPT-PR, em prt9.mpt.mp.br. Informações e orientações também estão disponíveis em assedionao.org.br.

Com informações do Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR).