Capacitação reuniu cerca de 180 profissionais em Curitiba para alinhar protocolos de vigilância, diagnóstico e vacinação diante do aumento de casos em outros países e registros importados no Brasil.

Mesmo sem registrar transmissão local de sarampo desde 2020, o Paraná mantém o alerta para evitar a reintrodução da doença. Com esse objetivo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde, promoveu na última sexta-feira (31), em Curitiba, uma capacitação voltada ao fortalecimento da vigilância epidemiológica e da resposta rápida a casos suspeitos.

O treinamento reuniu cerca de 180 profissionais das áreas de Vigilância Epidemiológica, Atenção Primária, Imunização, Vigilância Laboratorial, Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), hospitais, Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Litoral Sul e Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen).

A iniciativa ocorre em meio ao cenário de circulação do vírus em outros países e ao registro de casos importados em estados brasileiros. No Paraná, foram notificadas 69 suspeitas de sarampo em 2026. Destas, 68 já foram descartadas e uma permanece em investigação.

Durante o encontro, técnicos estaduais e municipais discutiram o cenário epidemiológico nacional e internacional, protocolos de diagnóstico laboratorial, análise de risco, busca ativa de casos suspeitos de sarampo e rubéola, além do envio regular das notificações epidemiológicas. A programação incluiu ainda um simulado de resposta rápida e debates sobre estratégias de vacinação para impedir possíveis cadeias de transmissão.

Vacinação continua sendo a principal proteção

A Sesa reforça que a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo. As doses estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o Estado.

O calendário vacinal prevê a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda, com a vacina tetraviral, aos 15 meses. Pessoas de 15 meses a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose. Para profissionais da saúde, a recomendação é de duas doses, independentemente da idade.

Dados parciais da Sesa até maio apontam cobertura de 94,38% para a primeira dose da tríplice viral e de 80,08% para a segunda. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é alcançar pelo menos 95% de cobertura.

Sintomas e transmissão

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os principais sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite.

Como não há tratamento específico para a doença, a orientação é que pessoas com sintomas procurem imediatamente uma Unidade Básica de Saúde para avaliação médica e evitem contato com outras pessoas até a confirmação ou descarte do diagnóstico.

Outro tema abordado durante a capacitação foi o uso da plataforma Go.Data, ferramenta destinada ao rastreamento e monitoramento de contatos de casos suspeitos. O sistema permite acelerar a identificação de possíveis infecções, organizar ações de bloqueio vacinal e acompanhar cadeias de transmissão. Os profissionais treinados atuarão como multiplicadores da metodologia nas regiões de saúde do Estado.

Fonte: Agência Estadual de Notícias (AEN) / Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).