Especialista defende maior divisão das responsabilidades familiares e afirma que o esgotamento materno vai além do cansaço físico.
O burnout parental, caracterizado pelo esgotamento físico e emocional relacionado às responsabilidades com os filhos, tem ganhado espaço nas discussões sobre saúde mental e qualidade de vida das famílias. Especialistas alertam que a sobrecarga enfrentada por muitas mães está diretamente ligada ao acúmulo de tarefas, à responsabilidade pelo planejamento da rotina doméstica e à dificuldade de dividir essas funções dentro de casa.
Mais do que executar atividades do dia a dia, muitas mulheres assumem a chamada “carga mental”, que envolve organizar compromissos, acompanhar a rotina escolar dos filhos, administrar consultas médicas, planejar compras, cuidar da alimentação e antecipar necessidades da família. Esse trabalho, muitas vezes invisível, contribui para um desgaste contínuo que pode afetar a saúde física e emocional.
Segundo Marjorie Ostrowski, especialista em gestão da vida real, o problema está menos na maternidade em si e mais na concentração das responsabilidades sobre uma única pessoa.
“O problema não é a maternidade, é a falta de gestão compartilhada. Precisamos parar de romantizar o cansaço e tratar a saúde mental da mãe como uma pauta de sobrevivência familiar e equilíbrio social”, afirma.
Divisão de responsabilidades
A especialista defende que o modelo tradicional, em que um dos parceiros apenas “ajuda” nas tarefas domésticas e no cuidado com os filhos, precisa ser substituído por uma relação de corresponsabilidade.
Na prática, isso significa compartilhar não apenas a execução das tarefas, mas também o planejamento, a organização e a tomada de decisões relacionadas à rotina familiar, reduzindo a sobrecarga mental que costuma recair sobre as mães.
Impactos na saúde
O burnout parental pode provocar sintomas como exaustão constante, irritabilidade, sensação de incapacidade, dificuldade de concentração, alterações no sono e queda na qualidade de vida. Quando não identificado, o quadro pode comprometer as relações familiares, o desempenho profissional e o bem-estar emocional.
Especialistas destacam que reconhecer os sinais de esgotamento e incentivar uma divisão mais equilibrada das responsabilidades domésticas são medidas importantes para promover uma convivência familiar mais saudável e preservar a saúde mental de quem cuida.
Com informações da assessoria de imprensa.





















