Pesquisador Adilson de Oliveira Junior assume a chefia-geral da unidade em Londrina no dia 16 de novembro; gestão terá como prioridades sustentabilidade, biotecnologia e soluções para os desafios da produção agrícola
A Embrapa Soja, sediada em Londrina, terá uma nova liderança a partir deste mês. O pesquisador Adilson de Oliveira Junior, de 48 anos, assumirá oficialmente a chefia-geral da unidade em cerimônia marcada para 16 de novembro, das 13h30 às 17h, no auditório da instituição. O evento contará com a presença do diretor-executivo de Negócios e Inovação Tecnológica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Alexandre Alonso Alves.
Com 18 anos de atuação na instituição, Oliveira Junior foi nomeado pela Diretoria-Executiva da Embrapa em 1º de setembro, após participar de um processo público de seleção. A escolha envolveu análise curricular, avaliação da proposta de gestão e audiência pública para apresentação e defesa do plano de trabalho, conduzidas por um comitê técnico formado por integrantes internos e externos à empresa.
O pesquisador sucede Alexandre Nepomuceno e terá mandato de dois anos, com possibilidade de renovação por igual período. Nos últimos seis anos, Oliveira Junior ocupou a chefia de Administração da Embrapa Soja, experiência que contribuiu para seu conhecimento sobre a estrutura e os desafios da unidade.
A nova equipe de gestão também será composta por Rogério de Sá Borges, na Chefia-Adjunta de Administração; Roberta Carnevalli, na Chefia-Adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento; e Carina Rufino, na Chefia-Adjunta de Transferência de Tecnologia.
Trajetória ligada à agricultura e à pesquisa
Natural de Primeiro de Maio, no Norte do Paraná, Adilson de Oliveira Junior é filho e neto de agricultores. Graduado em Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), possui mestrado em Agronomia, com ênfase em Solos e Nutrição de Plantas, pela Universidade Federal de Viçosa, concluído em 2003, e doutorado na mesma área pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), obtido em 2008.
Sua relação com a Embrapa Soja começou ainda durante a graduação, quando realizou estágio na área de fertilidade do solo.
“Fiz meu estágio de graduação na Embrapa Soja, na área de fertilidade de solos, e continuei a carreira acadêmica concluindo o mestrado e o doutorado. Por isso, tenho um carinho muito grande por este Centro de Pesquisa e pela cultura da soja”, aponta Oliveira Junior.
Desafios da produção brasileira
À frente da Embrapa Soja, o novo chefe-geral pretende ampliar a integração entre as áreas de pesquisa e acelerar o desenvolvimento de tecnologias capazes de melhorar a produtividade e a competitividade dos produtores rurais.
A dimensão econômica da soja no Brasil reforça a responsabilidade da instituição. Segundo dados apresentados pela Embrapa, a cadeia produtiva representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, movimenta mais de R$ 700 bilhões e gera mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos.
“A soja representa 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, movimenta mais de R$ 700 bilhões na economia, gera mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos e alavanca boa parte do agronegócio brasileiro. É um desafio gigantesco e também uma satisfação estar à frente de um centro de pesquisa que atua para trazer soluções tecnológicas para esta cadeia produtiva tão relevante”, avalia.
Maior produtor mundial de soja, à frente dos Estados Unidos, o Brasil alcançou, na safra 2025/2026, produção de 180 milhões de toneladas, cultivadas em uma área de 48,5 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.697 quilos por hectare, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentados pela instituição.
Apesar da relevância do setor, os agricultores enfrentam dificuldades relacionadas ao aumento dos custos de produção, ao controle de pragas, doenças e plantas daninhas, além dos efeitos de eventos climáticos extremos, como secas e chuvas excessivas. Questões geopolíticas também interferem na atividade.
Na avaliação do novo gestor, a pesquisa científica precisa contribuir diretamente para a tomada de decisões no campo, oferecendo alternativas que reduzam riscos e assegurem a viabilidade econômica da produção.
“Nossa prioridade será orientar o produtor quanto às práticas que efetivamente geram retorno econômico, ajudando na manutenção da produtividade, mesmo quando os cenários fitossanitário e climático não forem favoráveis”, ressalta.
Nova gestão terá quatro eixos prioritários
A proposta de trabalho de Oliveira Junior está estruturada em quatro áreas estratégicas: Sustentabilidade e Métrica, com foco em soja de baixo carbono e práticas ESG; Bioinsumos e Agricultura Regenerativa; Genética, Biotecnologia e Mercados de Valor Agregado; e Soluções Tecnológicas e Ferramentas Digitais.
A intenção é aproximar os diferentes setores de pesquisa da Embrapa Soja e desenvolver tecnologias que possam ser aplicadas de maneira integrada nas propriedades rurais.
“Queremos migrar do modelo tradicional de entregas isoladas para a oferta de soluções integradas e precisamos priorizar a colaboração, o compartilhamento de infraestrutura, de recursos”, defende.
Além de responder às necessidades imediatas dos produtores, a gestão pretende preparar o setor para novas etapas de desenvolvimento tecnológico, considerando desafios de curto, médio e longo prazos.
O objetivo é fortalecer a contribuição da pesquisa pública para uma agricultura mais sustentável, produtiva e preparada para enfrentar as mudanças climáticas e as oscilações do mercado.
Cerimônia de transmissão de cargo
A solenidade que oficializará a nova gestão será realizada na sede da Embrapa Soja, em Londrina, reunindo representantes da instituição e convidados.
Serviço
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Evento: Transmissão de cargo da chefia-geral da Embrapa Soja
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Data: 16 de novembro de 2026 (segunda-feira)
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Horário: Das 13h30 às 17h
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Local: Auditório da Embrapa Soja, em Londrina (PR)
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Informações: soja.imprensa@embrapa.br
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Telefone/WhatsApp: (43) 3371-6061
Com informações da Embrapa Soja – Lebna Landgraf.




















