Marca alcançada em 15 anos destaca avanço da rede estadual e papel das famílias que autorizam a doação de órgãos.
O Paraná ultrapassou a marca de 10 mil transplantes de órgãos realizados desde a implantação do Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR), em 2011. O número, que chegou a 10.010 procedimentos, representa o avanço da rede estadual de doação e transplantes e evidencia a importância da decisão das famílias que autorizam a retirada de órgãos de seus parentes.
Ao longo de 15 anos, o Estado realizou transplantes de rim, fígado, coração, pulmão e pâncreas, além de procedimentos envolvendo tecidos como córneas, pele, ossos e válvulas cardíacas.
Do total de transplantes de órgãos registrados no período, 6.037 foram de rim, 3.246 de fígado, 401 de coração, 35 de pâncreas, além de 68 transplantes duplos de fígado e rim e 223 de pâncreas e rim.
A estrutura responsável pelo atendimento envolve a Central Estadual de Transplantes, Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), hospitais notificantes, equipes transplantadoras, laboratórios e bancos de tecidos.
Criado em 2011, o Sistema Estadual de Transplantes reorganizou a política de captação e distribuição de órgãos no Paraná, integrando diferentes serviços para garantir que o processo ocorra dentro dos protocolos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.
As OPOs têm atuação direta na identificação de potenciais doadores, acompanhamento dos protocolos de morte encefálica e apoio às equipes hospitalares durante todas as etapas da doação.
Doação depende de autorização familiar
Apesar dos avanços na estrutura de transplantes, a doação de órgãos depende de uma etapa fundamental: a autorização da família.
A doação só pode ser realizada após a confirmação da morte encefálica, seguindo critérios médicos e legais rigorosos. Depois do diagnóstico, os familiares são consultados e precisam autorizar o procedimento.
A Secretaria de Estado da Saúde destaca que conversar em vida sobre o desejo de ser doador é uma atitude importante para que a família conheça a vontade da pessoa.
Mesmo com a manifestação prévia do potencial doador, a decisão final cabe aos familiares no momento da abordagem.
Processo envolve logística e critérios técnicos
Após a autorização familiar, a Central Estadual de Transplantes inicia o processo de identificação dos receptores compatíveis e coordena a logística para retirada, transporte e distribuição dos órgãos.
A escolha dos pacientes que recebem os órgãos segue critérios nacionais, levando em consideração fatores como compatibilidade, gravidade clínica e tempo de espera na lista única de transplantes.
Um único doador pode beneficiar até oito pessoas, reduzindo o tempo de espera de pacientes que dependem do transplante para continuar vivendo ou recuperar qualidade de vida.
O marco de 10 mil transplantes reforça o papel da rede estadual e também chama atenção para a importância da conscientização da população sobre a doação de órgãos.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).





















