Grupo investigado por furto qualificado e lavagem de dinheiro teria causado prejuízo superior a R$ 6,2 milhões a uma empresa de Maringá, no Noroeste do Estado. As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Alto Paraná, Maringá, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta terça-feira (20), uma operação contra um grupo investigado por furto qualificado e lavagem de dinheiro, que teria causado prejuízo superior a R$ 6,2 milhões a uma empresa de Maringá, no Noroeste do Estado. Durante a ação, foram apreendidos R$ 48 mil em espécie, veículos, embarcações, armas de fogo e munições.
As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Alto Paraná, Maringá, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná.
Entre os bens apreendidos estão quatro caminhões, três automóveis, um trator, um quadriciclo, uma lancha, dois jet-skis e três reboques. Também foram apreendidas quatro armas de fogo, sendo três pistolas e uma espingarda calibre 12, além de 572 munições de diferentes calibres e 11 carregadores.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões em contas dos investigados, com o objetivo de garantir a reparação dos prejuízos causados à empresa. Não houve prisões nesta fase da operação.
Segundo as investigações, o esquema envolvia funcionários da empresa vítima e integrantes de outra empresa, que utilizavam caminhões para retirar farelo de milho sem o devido registro da carga. Os veículos entravam vazios no estabelecimento e eram carregados com o produto, enquanto funcionários manipulavam o sistema de pesagem para permitir a retirada irregular.
“As investigações apontam que os 14 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, estruturaram por anos um esquema para lesar a empresa. O prejuízo total estimado é de R$ 6.209.484,23”, explica o delegado da PCPR Rafael Moraes Tavares.
As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de integrantes do grupo por furto qualificado, em novembro de 2025. A partir das diligências, os policiais identificaram uma estrutura com divisão de tarefas e movimentações financeiras relacionadas aos crimes investigados.
A PCPR também identificou indícios de lavagem de dinheiro por meio de transferências entre contas bancárias e movimentações destinadas a dificultar a identificação da origem dos recursos. Após as primeiras prisões, os investigados teriam realizado transferências de veículos para terceiros e negociações simuladas de imóveis rurais para ocultar o patrimônio.
As investigações continuam para apurar a participação dos envolvidos e identificar os bens relacionados aos crimes.
AEN






















